Para toda e qualquer organização, o Plano Estratégico é a sua bússola. Em função do seu objecto de trabalho e do seu perfil organizacional, o processo de construção desse documento director irá contemplar também a auscultação daqueles para quem e por quem a organização existe quanto à sua relevância no âmbito de actuação escolhido. Para a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, essa consulta serviu igualmente para compreender não só como somos percebidos pelas comunidades e suas lideranças, as famílias e a sociedade civil mas, também, para apreender as suas expectativas e anseios quanto à nossa intervenção e contribuição nos processos de desenvolvimento das e nas nossas comunidades.

Como poderá ser constatado neste documento, a FDC pretende continuar a aprender das comunidades que serve, promover diálogos e espaços de aprendizagem e de construção de relações sinérgicas e de parceria entre todos os agentes relevantes para o desenvolvimento das comunidades Moçambicanas, através da sua relação única de cooperação, colaboração, aprendizado, parceria e companheirismo com as organizações da sociedade civil Moçambicana.
Existe um espaço particular de acção que a fundação deseja continuar a manter nos esforços que visam a multiplicação das faces e a amplificação das vozes das mulheres e homens Moçambicanos para que sejam ouvidos nas grandes arenas nacionais e internacionais de tomada de decisões que influenciam a vida das comunidades locais.

O processo de consulta às comunidades e parceiros trouxe um desafio novo: necessidade de um envolvimento e actuação mais acentuada na promoção de boas práticas e de conhecimento relevantes produzidos pela FDC, pelos seus parceiros e por outros actores nas diversas áreas de desenvolvimento, através do registo, da sistematização e da disseminação desse mesmo conhecimento e informação. Como se diz no nosso país, havendo variações e nuances próprios dos diferentes grupos e línguas e citamos desta vez o povo Kimwane “Muno yeka a noessa ngoma”, ou seja, apenas juntos, de forma solidária, em consonância e harmonia, poderemos construir o sonho possível de um Moçambique livre da pobreza e da injustiça social.